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Resenha Histórica

A ligação de Cristóvão Colombo, de provável origem genovesa, com a Madeira está intimamente relacionada com os negócios do açúcar que por esses tempos se intensificavam. Em 1478, Colombo desloca-se à Madeira, trabalhando para Paolo di Negro, em negócios intermediários de açúcar, com destino a Ludovico Centurione. Por volta de 1479 ou 80, outros laços intensificaram a ligação de Cristóvão Colombo à Madeira, concretamente ao contrair matrimónio com Filipa de Moniz, filha de Isabel Moniz e de Bartolomeu Perestrelo, primeiro Capitão Donatário do Porto Santo. Ainda que não comprovadas, existem várias versões e interpretações sobre este casamento, sendo a mais sustentável o facto dos antepassados de Colombo e de seu sogro, Bartolomeu Perestrelo, serem originários da região de Placência (Itália). Atendendo a que na época em que Cristóvão Colombo permaneceu na Madeira (1480-82), decorriam a bom ritmo as descobertas e exploração portuguesas da costa ocidental africana, pode-se concluir que foi assim que obteve conhecimentos fundamentais para a sua formação náutica, imprescindíveis para que se pudesse aventurar, a favor da coroa espanhola, em busca do caminho marítimo para a Índia. Por sua vez, o Porto Santo, também era um local privilegiado nesse aspeto, já que era muitas vezes usado como porto de escala técnica. Após se iniciar nas descobertas, é conhecida a presença do navegador nas ilhas, tendo mesmo feito escala no Porto Santo em 1498, aquando da sua terceira viagem à América.

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